terça-feira, 21 de junho de 2011

SOLIDÃO

Quarta-feira é minha folga na escola. A única da semana. Nós que padecemos de insônia, acordamos cedo mesmo quando isso não é necessário. Hoje, como sempre, antes das seis da manhã meus olhos já perscrutavam os objetos ao meu redor, no quarto de república onde moro, obviamente sozinho. Lá pelas 8 e meia, fui para o PC, e vivenciei uma solidão diferente: a solidão da net. Facebook, MSN, Twitter, Orkut... ninguém dos da minha lista estavam on-line. Ninguém para falar sobre nada comigo. O pior da solidão na internet é que mesmo quando você encontra pessoas continua solitário, a virtualidade jamais substituirá a presença física de alguém. E segue a vida com suas "solidões": a solidão do professor diante dos alunos na sala de aula, na verdade nenhum deles está COM o cara perto do quadro-giz; a solidão do barzinho, com os amigos que estão COM a cerveja e o espetinho, não conosco; a solidão em família, com a gente sendo um peso morto e inútil para aqueles que trouxemos ao mundo; a solidão da cama compartilhada com alguém que nada significa e para quem nada somos além de um prazer fugaz, gente com quem ficamos e para quem entregamos nosso corpo, mas não nossa alma nem nosso coração. Gente que beijamos sentindo nos lábios o sabor e a textura da boca daquela que realmente queremos e julgamos amar...
Solidão. Nascemos sós: se sobreviveremos ou não, depende da gente, ninguém empurrou o ar para dentro de nossos pulmões na saída do útero. Morremos sós: mesmo com o quarto de hospital cheio de gente, ou se morremos no meio de uma multidão, a coisa é entre nós e ELA, a (in)Desejada das Gentes.
Voltei a procurar na Grande Rede, peixe nenhum, nem aqueles pequenininhos que não satisfazem. Resolvi sair, vivenciar a solidão urbana em meio aos transeuntes das ruas...

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