NAMORADA
A namorada é misteriosa.
A palavra, se não a pessoa.
Sonora, aberta, estrepitosa,
fica no ar depois que soa.
Pra namorar é preciso coração,
senão é caso, parceira, ficante.
Amor é a base da relação,
ou então fica desimportante.
Engraçado que, se for analisar,
quebrar a palavra em fragmentos,
o verbete nos vem ensinar
que o termo envolve sentimentos.
É preciso haver o amor,
vive bem no meio de “nAMORada”.
Se o retirarmos, como a uma flor,
o que é que sobra? Nada.
(AUTOR: Celso Moraes, com registro na Biblioteca Nacional)
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